Instituições de diversos seguimentos foram certificadas neste mês de novembro pela organização não governamental (ONG) Instituto Vida Nova, por participar oficialmente do Projeto Agora Você Está Pronto (leia mais), ato simbólico, no qual 135 instituições parceiras demonstram a sua preocupação com a epidemia da Aids e acesso aos insumos de prevenção, fazendo com que a população tenha a sua disponibilidade a qualquer hora do dia ou noite camisinha, gel lubrificante e materiais informativos sobre DST, Profilaxia Pós Exposição (PEP) e outros. Com o apoio das parcerias o projeto disponibiliza 135 mil preservativos por mês, e se destaca por inspirar a população ao acesso desses insumos de prevenção e tomar atitudes diante das mudanças de comportamento. O Instituto Vida Nova está dedicada à prevenção das Infecções Sexualmente transmissíveis (ITS), assistência às pessoas com HIV/Aids e promoção do controle social nas políticas públicas de saúde e direitos Humanos. Saiba mais www.ividanova.org.br

  

 


 

Conferência Internacional de AIDS

A responsabilidade pela confiança em mim depositada pelo MOPAIDS gera várias expectativas, como conhecer a respostas frente à epidemia de Aids de outros países, também  trocar experiências com movimentos sociais e o que avançou a partir da 20ª conferencia internacional de Aids.

Espero que a cobertura universal de tratamento tenha ampliado, com sustentabilidade e analise de necessidades de custos futuros e como os recursos para a Aids poderão ser ampliados nos próximos anos.

O Brasil desenvolveu estratégias de combate à epidemia e alguns governos assumiram o compromisso frente às metas 90, 90, 90% para demonstrar sua responsabilidade e capacidade de enfrentar a epidemia, portanto tenho expectativa de entender como as metas 90, 90, 90% [1]estão sendo atingidas em outros países e ter conhecimento de resultados de pesquisas recentes realizadas no país.

Por outro lado a África do Sul e África Subsaariana serão o foco desta conferência.

Nesta época de restrições financeira nacional e internacional, é mais importante do que nunca trabalharmos com vistas a uma resposta conjunta para que se cumpram as metas.

Américo Nunes Neto - 21/05/16

 

[1] A meta prevê que, até 2020, 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saibam que têm o vírus; 90% das pessoas diagnosticadas com HIV recebam terapia antirretroviral; e 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral indetectável e não mais possam transmitir o vírus.

 

 


 

OS NOVOS TRATAMENTOS CONTRA O HIV, INCLUSOS OS DE PREVENÇÃO, JÁ TÊM MENOS EFEITOS COLATERAIS QUE NO PASSADO. MAS ISSO NÃO SIGNIFICA UMA VIDA FÁCIL - por Antonio Trigo

 

Ledo engano se você imagina que a vida de um soropositivo é fácil. Embora o tratamento mais comum seja feito com um comprimido que combina três antirretrovirais em um, um soropositivo pode tomar, ainda hoje, até 20 comprimidos. Tem até esquema com injeção subcutânea. Aderir cedo ao tratamento é a melhor forma de garantir uma vida sem maiores turbulências.  Nesta parte da entrevista, o infectologista Ricardo Vasconcelos esclarece as dificuldades de se tomar medicações para o resto da vida – e o que você vai enfrentar se escolher usar o truvada como complemento à camisinha.

O Brasil tem os melhores antirretrovirais?

 

Há medicamentos muito melhores que esse “três em um” que tanto se fala. Mas ainda somos um grande País no tratamento e estamos nos mexendo para conseguir os melhores remédios. Faça uma analogia com um carro: não dá para dar uma Ferrari para todo mundo. E quando elas chegarem, vão primeiro para quem tem um vírus já resistente a coquetéis disseminados. É natural, se não a conta não fecha. O Brasil faz muito e assinou com a Organização Mundial da Saúde um compromisso de que, até 2020, 90% de nossos soropositivos estejam diagnosticados e tratados. Indetectáveis. Se conseguirmos isso, até 2030 teremos controlado a doença.

 


 

Quais são os efeitos colaterais?

 

Quase não se vê mais grandes efeitos colaterais. Temos que parar de pensar como se estivéssemos nos anos 1980, quando tinha-se medo da lipodistrofia, que acumula gordura em algumas partes do corpo e provoca a perda em outras regiões, como o rosto. É a velha imagem do positivo esquálido e magro. No esquema básico não se tem mais esse efeito. Os danos mais comuns atualmente são os distúrbios do sono, além de poder comprometer os rins e o fígado. E, é claro, há um período de adaptação, que pode levar até um mês.


E quem optou tomar o truvada? Vai sofrer danos?

 

O truvada combina dois antirretrovirais já conhecidos dos soropositivos. A ciência tinha medo dos problemas renais e ósseos que ele causava nos positivos. Mas nos negativos que optaram tomá-lo como prevenção, os efeitos não são significantes.

 Então é como um bipolar tomar um remédio?

Claro que não. Um bipolar toma remédios psiquiátricos porque tem uma doença. Quem toma truvada não tem nada a tratar e optou incluí-lo como forma de prevenção. De preferência junto da camisinha, certo?



 



Cuidados com sexo oral evitam contrair doenças, DSTs/HIV

O tema sexo oral vem sempre acompanhado de tabus, dúvidas, questões e polêmicas. Com camisinha ou sem? O esperma ou pênis transmitem doenças? E a vagina? Transmite AIDS?

Primeiramente vamos focar no quesito AIDS (ou vírus HIV). Durante muito tempo isso foi controverso, até que uma pesquisa confirmou que em determinadas situações o sexo oral pode sim transmitir o vírus HIV. Se a pessoa estiver com algum ferimento na boca (gengivite, afta, machucados ou lesões por mordidas ou escova de dente), por exemplo, pode facilitar a infecção. No entanto, esse risco é muito baixo quando comparado com as outras possíveis formas de contágio (sexo vaginal ou anal e compartilhamento de seringas).

Mas além da AIDS, o sexo oral também pode vir acompanhado de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis(DST), como sífilis, gonorreia, herpes ou HPV. Por isso, na dúvida, o recomendado é o uso da camisinha para o sexo oral e que seja realizada uma boa higiene tanto da região bucal, como genital, antes e depois do ato.

Vale lembrar que o mesmo pode ocorrer para quem recebe o sexo oral. Caso hajam feridas bucais, elas também podem fazer o caminho inverso do acima e transmitir alguma DST para o pênis ou vagina que recebe o ato.

Engolir o esperma

Outra questão sempre levantada é sobre engolir o sêmen do parceiro. Se há algum risco grave ou perigo. Desde que o parceiro não tenha nenhuma DST, não há problema ou risco algum.

Sexo oral no ânus

O sexo oral anal requer muito cuidado, pois a região é rica em bactérias que podem gerar problemas como infecções e diarreias. Portanto, para um sexo oral anal seguro a região deve ser muito bem lavada e higienizada previamente. Jeferson Machado Santos. CRF-SE: 658.

Ao fazer sexo oral num homem, recomenda-se que o parceiro use preservativo para evitar o contato direto da boca com o pênis

Na prática do sexo oral numa mulher aconselha-se o uso de uma barreira que impeça o contato direto da boca com a vagina. A barreira pode ser uma camisinha cortada - formando um retângulo - ou filme de PVC, usado na cozinha

Evite fazer sexo oral se tiver algum machucado, lesão ou inflamação na boca (inclusive gengivite)

Evite fazer sexo oral se tiver algum sangramento na boca ou se acabou de escovar os dentes e houve sangramento

Quem faz sexo oral em um homem deve evitar ejaculação na boca

Na mulher, deve-se evitar sexo oral durante o período menstrual - Fonte - www.aids.org.br 



 

Anvisa libera nova versão do daclatasvir, medicamento contra hepatite C - 08/09/2015

A Anvisa aprovou nesta terça-feira (8) o uso da versão 30 mg do daclatasvir,  medicamento que compõem o novo tratamento para hepatite C no Brasil. Segundo nota publicada no Diário Oficial da União, a medida vai diminuir de 24 para 12 semanas o tempo de terapia para o genótipo 1 do vírus C da hepatite.  A nova concentração do remédio, segundo informações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, vai beneficiar os pacientes soropositivos co-infectados com a doença. A droga poderá ser associada aos antirretrovirais efavirenz 90 mg e atazanavir 30 mg.

Pacientes pós-transplantados com ocorrência de hepatite C e pessoas com cirrose avançada poderão fazer uso da nova posologia. Nesses casos, o tratamento poderá durar de 12 a 24 semanas, conforme o caso.

O daclastavir foi registrado pela Anvisa em 6 de janeiro e faz parte de uma nova geração de remédios para essa doença. Recentemente, o país implantou um novo tratamento que traz uma taxa de cura de 90% para hepatite C.  Composto pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir, o novo tratamento é considerado o que há de mais inovador no mercado mundial .

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui cerca de 100 mil casos notificados de hepatite C em todo o país e as drogas estarão disponíveis nos SUS ainda neste semestre.

A doença

A hepatite C é uma doença causada pelo vírus HCT transmitido pela transfusão de sangue contaminado e pelo uso compartilhado de seringas e objetos de higiene pessoal, como alicates de unha e lâminas de barbear, além de instrumentos usados em tatuagem e perfuração para  piercings. O vírus também é transmitido sexualmente. Fonte : Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

 


 

FIQUE SABENDO !!!


 


 

Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose será lançado na Expoepi

 

 

 

Durante a 15ª Expoepi, que acontecerá entre os dias 28 e 30 de junho em Brasília, será lançado o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose.  O documento irá definir os indicadores utilizados para monitorar as ações empregadas por estados e municípios na rede de atenção à saúde. 

A solenidade terá a presença do secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, e está prevista para acontecer no dia 29, quinta-feira, às 08h30, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. 

O Plano Nacional salienta que a tuberculose existe e tem cura garantida desde que o tratamento seja realizado até o final. E destaca também que a responsabilidade pelo sucesso do tratamento não é somente do usuário, mas que deve ser compartilhada com a equipe de saúde,  com a  família e amigos. 

Dividido em três pilares: prevenção e cuidado integrado e centrado no paciente; políticas públicas e sistema de apoio; e intensificação de pesquisa e inovação, o Plano Nacional objetiva diagnosticar precocemente a doença e garantir o tratamento contínuo, diminuindo o abandono antes do período recomendado, que é de no mínimo seis meses. “Somente conseguiremos eliminar a tuberculose no Brasil como problema de saúde pública a partir de ações integradas entre os diferentes atores da sociedade, por isso a importância de um plano que reúna todas as orientações”, destaca Denise Arakaki, coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose – CGPNCT. 

Graças aos esforços do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, em parceria com estados e municípios, o Brasil conseguiu atingir as Metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose com três anos de antecedência. E, em 2015, aderiu ao compromisso global de redução de 95% dos óbitos e 90% do coeficiente de incidência da doença até 2035 

O monitoramento das ações de controle da tuberculose nos serviços de saúde reflete diretamente no desempenho dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde (SUS) e na qualidade do cuidado à pessoa portadora da tuberculose. Este controle passará a ser feito com base em indicadores relacionados à detecção, ao diagnóstico, à coinfecção TB-HIV, à conclusão do tratamento e aos casos de tuberculose latente, sensível e drogarresistente. 

CASOS – Em 2016, foram registrados 66,7 mil casos novos e 12,8 mil casos de retratamento (abandono ao tratamento) de tuberculose no Brasil. No período de 2007 a 2016, o coeficiente de incidência da doença apresentou uma variação média anual de -1,7%, passando de 37,90/100 mil habitantes em 2007 para 32,4/100 mil habitantes em 2016. A redução da incidência nos 10 anos foi de 14,1% e a meta até 2035 é ter a incidência menor que 10/100 mil habitantes. 

O coeficiente de mortalidade por tuberculose apresentou redução de 15,4%, passando de 2,6/100 mil habitantes, em 2006, para 2,2/100 mil habitantes em 2015. O Brasil ainda registrou 4,5 mil óbitos por tuberculose em 2015. Os estados do Rio de Janeiro (5,0/100 mil hab.), de Pernambuco (4,5/100 mil hab.), do Amazonas (3,2/100 mil hab.) e do Pará (2,6/100 mil hab.) apresentaram os maiores riscos para o óbito por tuberculose. No mundo, em 2015, a tuberculose foi a doença infecciosa que mais causou mortes. 

SINTOMAS – O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas; as populações privada de liberdade, os que vivem em situação de rua – estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV. Dentre as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose, 9,7% apresentaram coinfecção por HIV em 2015. 

TESTE RÁPIDO – Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no país a Rede de Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB), que utiliza a técnica de biologia molecular PCR em tempo real. Denominado “Teste Rápido Molecular (TRM), conhecido como Xpert MTB/Rif ®”, o teste detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, um dos principais medicamentos usado no tratamento. 

Foram distribuídos 160 equipamentos para laboratórios de 92 municípios, em todas as unidades da federação. Os municípios escolhidos notificam, anualmente, cerca de 60% dos casos novos de tuberculose diagnosticados no país. 

O investimento inicial do Ministério da Saúde para estas ações foi de cerca de R$ 17 milhões. Para monitorar a implantação desta rede, mensurar a realização dos testes e auxiliar a vigilância epidemiológica da doença, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose publicou, em dezembro de 2015, um relatório em que estão descritas as principais atividades desenvolvidas pelos programas de controle da doença (nacional, estadual e municipal) e laboratórios municipais e centrais no primeiro ano de implantação da RTR-TB. 

Para 2017, está prevista a distribuição de 70 novos equipamentos, com capacidade para realizar, inicialmente, 250 mil testes. Os equipamentos serão distribuídos de acordo com critérios técnicos e operacionais para municípios brasileiros. Com a medida, o percentual de diagnóstico da doença, com esta tecnologia, será ampliado para cerca de 75% de cobertura de casos novos. 

Acesse a minuta do plano aqui: https://files.acrobat.com/a/preview/15f27a47-3058-4c12-9898-3b78417ffb1f 

Fonte: http://15expoepi.com.br/plano-nacional-pelo-fim-da-tuberculose-sera-lancado-na-expoepi/

  


 Pílula anti-HIV: saiba os efeitos do remédio e como será usado para a prevenção da doença

31/05/2017 - 12h

Desde segunda-feira (29), o Ministério da Saúde passou a disponibilizar, gradativamente nos próximos 180 dias, a profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o vírus HIV. Na prática, um grupo inicial de 7 mil pessoas em grupos estratégicos deverão receber um medicamento para tomar no dia-a-dia e prevenir a infecção. O G1 ouviu três especialistas no assunto: os infectologistas Artur Timerman, Esper Kallas e Caio Rosenthal (assista ao vídeo), e responde as principais perguntas sobre o assunto.

1. Estou no grupo que vai receber o medicamento?

Inicialmente o governo deve priorizar 12 cidades brasileiras: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto. De acordo com o Ministério da Saúde, esses municípios foram escolhidos por terem participado de projetos piloto para o uso da pílula.

Além disso, poderão receber o remédio populações-chave, determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): casais soro diferentes, gays; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais).

2. O que é o medicamento?

O remédio será distribuído para previnir a infecção pelo vírus HIV no Brasil e já é utilizado em outros países para o mesmo fim, como os Estados Unidos, e os estudos demonstram alta taxa de eficiência: 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.

A marca mais conhecida é o Truvada, usada em alguns países. O Ministério da Saúde disse há possibilidade de importar o produto, mas que uma licitação deverá ser feita.

Ele combina dois medicamentos em um comprimido: o fumarato de tenofovir desoproxila (TDF, 300 mg) e a emtricitabina (FTC, 200 mg). Os dois, junto a uma terceira substância, já fazem parte do coquetel de tratamento contra a doença há muitos anos.

3. O que é PrEP?

A profilaxia pré-exposição é a ingestão do medicamento em grupos de risco do HIV para evitar que novas pessoas sejam infectadas. Há, ainda, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), feita no Brasil desde 2010 - quando a pessoa recebe um tratamento a base de um coquetel logo após um comportamento de risco, ou para profissionais de saúde que possam ter se infectado ao tratar pacientes.

4. Como o remédio vai agir no meu corpo?

Ele impede a transcrição do material genético do vírus HIV, evitando se instale nas células do corpo.

5. Se esquecer de tomar um dia, o remédio perde a eficiência?

Os dois médicos informaram que o medicamento mantém o efeito por um bom tempo no corpo. Então, esquecer de tomar um único dia não é o problema. De acordo com Kallas, ele geralmente é ingerido de três a quatro vezes por semana.

6. Quais são os efeitos colaterais?

Logo no início do tratamento, de acordo com Kallas, pode haver enjoo, mas é raro.

A longo prazo, de acordo com Timerman, o remédio pode causar problemas renais e alterar a calcificação dos ossos. Por isso, ele defende que os pacientes sejam acompanhados de seis em seis meses por um médico. "Dar esse remédio sem um controle é muito arriscado", disse.

Outro ponto lembrado tanto pelos médicos, quanto pelos órgãos de saúde, é que o remédio não previne contra outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, como a gonorreia e a sífilis. Camisinha ainda precisa ser usada para evitar essas infecções. Fonte : Bem-Estar - Agencia Aids 

 


Ministério da Saúde lança campanha de combate à tuberculose

Fonte: Ministério da Saúde 

 

Objetivo é alertar para necessidade de adesão ao tratamento. Incidência da doença teve redução de 14,1% nos últimos dez anos

 

Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o Ministério da Saúde lança, nesta quinta-feira (23), campanha nacional para sensibilizar a população sobre a importância de aderir e completar o tratamento para a doença, que tem duração de, pelo menos, seis meses. O Brasil conseguiu atingir as Metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose com três anos de antecedência e, em 2015, aderiu ao compromisso global de redução de 95% dos óbitos e 90% do coeficiente de incidência da doença até 2035.

A campanha vai ao ar entre os dias 23 e 30 de março com o objetivo de contribuir para o controle da tuberculose no Brasil. “Essa campanha enfatiza que a responsabilidade pelo sucesso do tratamento não é somente do paciente, e deve ser compartilhada com a equipe de saúde, família e amigos. Todos são partes importantes no processo de cura da doença”, explica a coordenadora do Programa Nacional de combate à tuberculose, Denise Arakaki.

O Ministério da Saúde está elaborando o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose. O documento irá definir os indicadores utilizados para monitorar as ações empregadas por estados e municípios na rede de atenção à saúde. Dividido em três pilares: prevenção e cuidado integrado e centrado no paciente; políticas públicas arrojadas e sistema de apoio; e intensificação de pesquisa e inovação, o objetivo do plano é diagnosticar precocemente a doença e garantir o tratamento contínuo, diminuindo o abandono antes do período recomendado, que é de no mínimo seis meses. “Somente conseguiremos eliminar a tuberculose no Brasil como problema de saúde pública a partir de ações integradas entre os diferentes atores da sociedade, por isso a importância de um plano que reúna todas as orientações”, destaca Denise Arakaki.

O monitoramento das ações de controle da tuberculose nos serviços de saúde reflete diretamente no desempenho dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde (SUS) e na qualidade do cuidado à pessoa portadora da tuberculose. Este controle passará a ser feito com base em indicadores relacionados à detecção, ao diagnóstico, à coinfecção TB-HIV, à conclusão do tratamento e aos casos de tuberculose latente, sensível e drogarresistente.

CASOS - Em 2016, foram registrados 66,7 mil casos novos e 12,8 mil casos de retratamento (abandono ao tratamento) de tuberculose no Brasil. No período de 2007 a 2016, o coeficiente de incidência da doença apresentou uma variação média anual de -1,7%, passando de 37,90/100 mil habitantes em 2007 para 32,4/100 mil habitantes em 2016. A redução da incidência nos 10 anos foi de 14,1% e a meta até 2035 é ter a incidência menor que 10/100 mil habitantes.

O coeficiente de mortalidade por tuberculose apresentou redução de 15,4%, passando de 2,6/100 mil habitantes, em 2006, para 2,2/100 mil habitantes em 2015. O Brasil ainda registrou 4,5 mil óbitos por tuberculose em 2015. Os estados do Rio de Janeiro (5,0/100 mil hab.), de Pernambuco (4,5/100 mil hab.), do Amazonas (3,2/100 mil hab.) e do Pará (2,6/100 mil hab.) apresentaram os maiores riscos para o óbito por tuberculose. No mundo, em 2015, a tuberculose foi a doença infecciosa que mais causou mortes.

Denise Arakaki, coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose/ MS, detalha para a TV Saúde como acontece a transmissão da tuberculose

SINTOMAS - O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas; as populações privada de liberdade, os que vivem em situação de rua - estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV. Dentre as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose, 9,7% apresentaram coinfecção por HIV em 2015.

TESTE RÁPIDO – Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no país a Rede de Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB), que utiliza a técnica de biologia molecular PCR em tempo real. Denominado “Teste Rápido Molecular (TRM), conhecido como Xpert MTB/Rif ®”, o teste detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, um dos principais medicamentos usado no tratamento.

Foram distribuídos 160 equipamentos para laboratórios de 92 municípios, em todas as unidades da federação. Os municípios escolhidos notificam, anualmente, cerca de 60% dos casos novos de tuberculose diagnosticados no país.

O investimento inicial do Ministério da Saúde para estas ações foi de cerca de R$ 17 milhões. Para monitorar a implantação desta rede, mensurar a realização dos testes e auxiliar a vigilância epidemiológica da doença, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose publicou, em dezembro de 2015, um relatório em que estão descritas as principais atividades desenvolvidas pelos programas de controle da doença (nacional, estadual e municipal) e laboratórios municipais e centrais no primeiro ano de implantação da RTR-TB.  

Para 2017, está prevista a distribuição de 70 novos equipamentos, com capacidade para realizar, inicialmente, 250 mil testes. Os equipamentos serão distribuídos de acordo com critérios técnicos e operacionais para municípios brasileiros. Com a medida, o percentual de diagnóstico da doença, com esta tecnologia, será ampliado para cerca de 75% de cobertura de casos novos. 

  


Encontro em São Paulo uni governo e sociedade civil em busca de novas alternativas contra a aids voltadas aos jovens

 13/03/2017 – 19h10

 

Acesso à universidade, grupos de convivência, rodas de conversa, acolhimento, especificidades. Não faltou assunto no "1º Encontro Juventudes: Fortalecendo Laços", na manhã desta segunda-feira (13), no auditório do CRT (Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids), em São Paulo. O evento reuniu jovens vivendo com HIV/aids, representantes de ONGs e gestores para debater a saúde integral desta população, além disso, os participantes puderam conhecer os projetos que algumas ONGs desenvolvem no estado voltados para adolescentes e jovens soropositivos.

Um deles é o  Viver Jovem, do GIV (Grupo de Incentivo à Vida), destinado às pessoas de até 29 anos. Desde 2010, o grupo se reúne no primeiro sábado de cada mês para troca de informações e ideias. "Não temos uma programação especifica para os encontros, tudo acontece a partir da necessidade do grupo. É comum, por exemplo, usar o espaço para apoiar um jovem recém diagnosticado", explicou Andrea Ferrara, coordenadora do projeto.

No GIV, segundo Andrea, houve uma época em que a infância era o foco das ações. As crianças cresceram, o combate à transmissão vertical fez cair o número de bebês infectados pelas mães na gravidez ou no parto. A juventude, passou a engrossar as estatísticas de novos casos de HIV/aids.

“O GIV foi acompanhando as mudanças no perfil da doença. O Viver Jovem surgiu para reunir os jovens gays que passaram a nos procurar cada vez mais. Esse é um grupo que tem o objetivo de acolher e fortalecer os jovens. Lá, eles fazem amizades.” O grupo promove também um sarau literário duas vezes ao ano.

Assim como o GIV, o Grupo Pela Vidda São Paulo, mantém um grupo de jovens na instituição, o Encontro Jovem Positivo. A ideia, segundo Matheus Emilio, é unir jovens vivendo e convivendo com HIV para que eles possam, de forma descontraída e informal, compartilhar seus medos, dúvidas, alegrias e tristezas. "O nosso foco é acolher os jovens de diferentes formas, aqui não acontece apenas rodas de conversas, temos grupos nas redes sociais, fazemos ações extramuros e até vamos para baladas juntos." No Pela Vidda o encontro é sempre no segundo sábado do mês.

 

Universidade

A infectologista Marinella Della Negra, presidente da Associação de Auxílio à Criança Portadora de HIV, em São Paulo, também esteve no evento e contou que a sua ONG decidiu ajudar adolescentes que nasceram com HIV e sonham em cursar uma universidade. "Ajudamos nas mensalidades dos que passaram no vestibular e não podem pagar. A única contrapartida exigida é a adesão ao tratamento. O jovem precisa comprovar que está tomando os remédios e que a carga viral está indetectável."

Segundo Marinella, a decisão de investir só nos aderentes ao tratamento se dá pela limitação de recursos. "Eu tenho que investir nos sonhos de alguém que pode chegar ao final do curso. Hoje, já são 12 pessoas beneficiárias do projeto. Temos gente que decidiu cursar psicologia, administração enfermagem, engenharia. Não importa o curso, o importante é garantir que este jovem esteja qualificado para o mercado de trabalho."

Diferente das ONGs, com CNPJ e espaço físico, a Rede de Jovens São Paulo Positivo, segundo explicou o estudante Carlos Henrique (foto), é grupo que funciona no modelo clássico de qualquer movimento social. Um espaço de articulação política e de integração entre jovens vivendo com HIV. "Algumas pessoas nos procuram também para acolhimento, claro que ajudamos, mas não temos a expertise de uma ONG ou serviço governamental para encaminhar este jovem."

Carlos contou que a ideia da rede é mapear e georeferenciar todos os serviços e projetos destinados a jovens soropositivos no estado de São Paulo. "Muitos vivem no anonimato e não sabem quem procurar quando recebe o diagnóstico. O espaço de atuação das ONGs é delimitado, então, nada melhor do que utilizar uma ferramenta online para que todos tenham acesso ao que existe. Assim, cria-se um leque de possibilidades."

Pensando especificamente nos jovens infectados via transmissão vertical (mãe para o filho), Carlos disse que a proposta da rede é convidar os gestores e as ONGs para participarem de um grupo de trabalho (GT). A ideia é discutir as necessidades desta população. "Este grupo tem pautas específicas, são pessoas que tomam remédios há muito tempo." Já confirmaram presença no GT algumas ONGs, o CRT e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

De Perus, a ativista Margarete Preto, do projeto Bem-Me-Quer, fez uma reflexão sobre a realidade dos jovens que frequentam a ONG. "Temos 20 adolescentes e jovens soropositivos cadastrados na ONG, a maior parte deles de transmissão vertical, e eles não querem falar sobre HIV. Os nossos jovens foram educados para serem protegidos e morrerem. São jovens que não aderem ao tratamento, pois não dá para aderir ao tratamento sem aderir à vida."

Hoje, no Bem-Me-Quer, os projetos voltados aos mais novos estão relacionados ao teatro e oficinas. Geralmente quem participa é o jovem da comunidade que não tem o vírus.

A nova realidade da epidemia também fez com que a Associação Civil Anima mudasse o rumo dos projetos na instituição. Em 2013, a ONG encerrou a creche que mantinha para crianças portadoras e expostas ao HIV. "A cidade de São Paulo quase erradicou a transmissão vertical, então, decidimos trabalhar com crianças a partir dos 7 anos. Elas participam de oficinas que a ONG oferece. Dos 13 anos em diante, trabalhamos o tema HIV a partir do grafite, teatro, fotografia. Também fazemos visitas domiciliares aos que precisam e abrimos as portas da Anima para que os moradores de casas de apoio venham para a instituição e participem de oficinas."

Acolhimento

Do GiV, o jovem Rodrigo Paiva, aproveitou o encontro para chamar a atenção para a falta de preparo dos profissionais que trabalham no acolhimento dos serviços públicos de saúde. "Já ouvi muitos relatos de pessoas que saíram apavoradas dos serviços pela forma como foram tratadas. Elas se sentiram julgadas. Vale lembrar que os serviços de aconselhamento em DST/aids não podem agir como se fossem uma mãe dando bronca porque o filho não usou a camisinha."

A coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Maria Clara Gianna, convidou os participantes a refletirem sobre os jovens. "Temos que pensar em um serviço de assistência integral que dê conta das necessidades dos jovens, um serviço mais acolhedor. O nosso objetivo é que a gente possa estar cada vez mais juntos olhando e aprimorando as estratégias de prevenção."

Representantes das ONGs Poder Jovem e Koinonia também compartilharam suas experiências com os jovens.

O encontro foi mediado por Eduardo Barbosa, da assistência do CRT e Analice de Oliveira, assistente social da gerência de prevenção do CRT. Os dois disseram que o serviço vai divulgar para os usuários os trabalhos que as ONGs e redes vem desenvolvendo no estado. Além disso, ficou agendado para a próxima reunião, em 8 de maio, a divulgação de um panorama sobre a epidemia de HIV entre os jovens em São Paulo. Acolhimento para jovens e melhor atendimento também estarão na pauta do próximo encontro. Fonte

Talita Martins (talita@agenciaaids.com.br)

 



Autoestima e qualidade de vida

Muita gente aproveita o início do ano para mudar atitudes e hábitos e estabelecer novos projetos. Em meio às expectativas, começar a prática de atividades físicas é, sem dúvida, uma das resoluções mais frequentes!

Nesta quarta feira (15) foi realizada pelo professor de educação física Anderson Eduardo do Instituto Vida Nova avaliação física dos praticantes da Academia Malhação Vida Nova.

Dos 75 participantes 48 receberam devolutivas do desempenho da prática da atividade física.  Através dela reúnem-se referências básicas sobre o estilo de vida do praticante, suas medidas antropométricas (peso, estatura, perímetros corporais) e composição corporal (massa magra e gordura). Pode incluir ainda a necessidade de dialogo entre paciente e o médico para avaliação do quadro da *lipodistrofia.

Esse conjunto de informações permite aos praticantes uma prescrição segura e individualizada sobre seu estilo de vida e saúde.

O professor orienta também que é essencial, que no programa de exercícios se incorpore alimentação saudável e reforça que o cigarro não contribui para bons resultados.

Entre os praticantes houve muitos relatos de benefícios causados pela atividade física.  

Um dos erros mais comuns é tentar acelerar esse ritmo. Até mesmo quem está voltando aos treinos demanda um período de readaptação.

Além de tais cuidados, a alimentação e a hidratação relacionadas ao exercício, assim como a escolha de roupas e calçados próprios, igualmente merecem atenção!

A Academia Malhação Vida Nova tem parceria com o Programa Municipal de DST/Aids.

*https://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/33050/lipodistrofia-localizada

 

 


 

Brasil nega patente de medicamento que previne HIV

 

O INPI considerou que não houve atividade inventiva no desenvolvimento do Truvada. A empresa americana Gilead pode recorrer

Fonte - MARCELA BUSCATO - 25/01/2017 – ÉPOCA

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) negou o pedido de patente do medicamento usado para prevenir a infecção pelo vírus HIV, o causador da aids. O antirretroviral, cujo nome comercial é Truvada, combina duas drogas, o tenofovir e a emtricitabina, e é a base de uma nova linha de prevenção à aids, a chamada profilaxia de pré-exposição (PrEP). O medicamento deve ser tomado por meses, diariamente, para proteger no caso de uma possível exposição ao vírus. Ele impede em mais de 90% dos casos a infecção pelo vírus HIV e deve ser usado como método complementar ao sexo seguro. leia + ...

>> Comissão adia parecer sobre incorporação ao SUS de terapia para prevenir a aids

 

Comprimidos de Truvada, medicamento usado na prevenção do HIV (Foto: Justin Sullivan/Getty Images)

 

>> O que deu errado no combate à aids

 

A incorporação do Truvada como PrEP à política brasileira de combate à aids deve voltar a análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a partir de fevereiro. A adoção do método de prevenção para populações vulneráveis, homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo, e para parceiros sorodiscordantes é considerada por especialistas e grupos de apoio como medida fundamental no controle da epidemia. A negação do pedido de patente pode abrir caminho à incorporação. "O argumento de preço não existe mais na discussão", afirma Pedro Villardi, coordenador do Grupo de Trabalho Sobre Propriedade Intelectual, entidade que quer diminuir o impacto do custo das patentes na saúde pública. "Com o mercado aberto, a tendência é que a incorporação fique mais simples. Se os preços estão mais baixos, a política se torna mais exequível."

 

>> Quanto custa ao Brasil prorrogar patentes de medicamentos?

 

Por lei, os genéricos são mais baratos – no mínimo 35%. O Truvada, produzido pela farmacêutica americana Gilead, a requisitante da patente no Brasil, é considerado um medicamento de alto custo. Nos EUA, onde é usado como PrEP desde 2012, um mês de tratamento já chegou a custar US$ 1.000 por mês. Há uma versão genérica no Brasil, desenvolvida pela farmacêutica Blanver, de Taboão da Serra, São Paulo. O pedido de registro foi encaminhado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

>> Quanto custa prevenir contra o HIV?

O INPI considerou que não houve atividade inventiva na formulação do Truvada. Esse é um dos pré-requisitos para a concessão de patente, que dá ao inventor o direito de explorar comercialmente o produto por, no mínimo, 20 anos. De acordo com a análise do INPI, o uso de duas ou mais drogas como terapia antirretroviral já era conhecido antes do depósito de pedido de patente no Brasil, em 2004. “A formulação de drogas em uma única preparação é um objetivo lógico para o técnico no assunto”, diz o relatório. O INPI também considerou que não houve inovação na técnica para unir as duas drogas em um único comprimido. “As composições podem ser preparadas com qualquer método conhecido da técnica, não havendo indícios de grandes dificuldades farmacotécnicas”, diz o relatório. “O fato é que foram empregadas técnicas farmacêuticas rotineiras, como granulação úmida dos ingredientes com uma solução aquosa, secagem e compressão, sendo obtida uma composição com características satisfatórias.”

>> A hepatite C já tem cura. Por que ela continua inacessível?

 

Em dezembro de 2015, o pedido de patente do Truvada já fora considerado inadequado pela Anvisa, que também deve dar sua anuência no registro de patentes de medicamentos. Uma decisão judicial anulou o parecer e permitiu o prosseguimento do processo no INPI. Em agosto do ano passado, um parecer do órgão já indicava à Gilead que ele não considerava o medicamento passível de proteção patentária. A empresa apresentou novos documentos para embasar o pedido, analisados pelo INPI antes de publicar a negação da patente ontem (24/1). A Gilead tem 60 dias para recorrer da decisão.

>> Para ministro da Saúde, Ricardo Barros, combate à aids depende da sociedade 


 

Em São Paulo, homens terão acesso a exames de DSTs em check-up no SUS

 

23/11/2016 - 13h
 
A Secretaria de Estado da Saúde vai ampliar os serviços do programa estadual "Filho que ama leva o pai ao AME", voltado à saúde do homem. Em complemento às consultas e exames já disponíveis, também serão ofertadas testes para diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), a partir deste mês, marcado pela campanha de conscientização sobre o câncer de próstata denominada "Novembro Azul".

O objetivo do atendimento complementar é garantir, por meio de triagem laboratorial, a investigação de doenças como as hepatites virais, sífilis e HIV.

Estima-se que cinco mil homens serão submetidos às avaliações, além de passar pelas consultas e exames já previstos no programa. Os casos positivos serão encaminhados para unidades especializadas da região de residência do paciente, a fim de assegurar o devido tratamento.

Com início no último sábado, 19 de novembro, o atendimento estará disponível, até dezembro, nos 25 AMEs que integram  o programa (veja lista abaixo). A iniciativa conta com custeio extra de aproximadamente R$ 600 mil do governo do Estado.

"Como o programa já oferece avaliações cardiológicas e urológicas ao público masculino, decidimos aproveitar a visita dos pacientes ao médico para garantir, também, a prevenção e o diagnóstico precoce das DSTs", afirma o secretário de Estado da Saúde, David Uip.

Os exames para detecção de doenças sexualmente transmissíveis também estão disponíveis permanentemente em serviços do SUS, a exemplo dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). Atualmente, há 3,6 mil unidades de saúde cadastradas, em todo o Estado, que oferecem testes de HIV, sífilis e hepatites. A busca pelo serviço mais próximo pode ser feita aqui.
 
"Filho que ama leva o pai ao AME"

Criado pela Secretaria em 2014, o programa oferece check-up gratuito para homens a partir dos 50 anos sem necessidade de encaminhamento médico. Em mais de dois anos, já atendeu 56 mil pessoas em todo o Estado e realizou mais de 133 mil consultas.

Exames preventivos são ofertados nas áreas de enfermagem, cardiologia e urologia. O percentual de diagnósticos de câncer de próstata gira em torno de 3% dos pacientes avaliados.

Os atendimentos ocorrem aos sábados em 25 AMEs (lista abaixo). Para fazer o check-up, basta ligar para o telefone 0800-779-0000 e fornecer os dados pessoais. O agendamento deve ser feito pelo próprio paciente, por telefone, no mês de seu aniversário.

O atendimento é dividido em pelo menos dois sábados. No primeiro, engloba avaliações de peso, altura, risco cardíaco, exames laboratoriais. O retorno ocorre no sábado seguinte, para avaliação dos resultados dos exames. Caso haja alguma anormalidade, o paciente é encaminhado para mais exames, cujo acompanhamento e tratamento já estão inclusos na rotina de atividades do AME.

Os ambulatórios envolvidos no programa funcionam aos sábados das 7h até, no mínimo, 13h. O protocolo de atendimento do programa foi desenvolvido em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia, a Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) e a Sociedade Brasileira de Clínica Médica.
 
Unidades que integram o programa:

AME Heliópolis (Capital), CRI Norte (Capital), AME Mogi das Cruzes, AME Taboão da Serra, AME Carapicuíba, AME Mauá, AME Araçatuba, AME Américo Brasiliense, AME Santos, AME Praia Grande, AME Barretos, AME Bauru, AME Promissão, AME Jundiaí, AME Franca, AME Ourinhos, AME Rio Claro, AME Presidente Prudente, AME São João da Boa Vista, AME Mogi-Guaçu, AME Votuporanga, AME São José do Rio Preto, AME Sorocaba, AME Caraguatatuba, AME Tupã.

Fonte; Agencia de Noticias da Aids

 



Diversidade LGBT coloriu a Praça do Forró com as cores do arco íris

 

A Praça do Forró e Praça do Morumbizinho ficaram coloridas com o Arco íris LGBT neste domingo (11), das 12h30min as 17h00min da 1ª Parada Gay de São Miguel Paulista.

Cerca de 500 de pessoas estiveram no evento ontem que tem por objetivo dar visibilidade promover a cultura LGBT e combater estigmas e preconceitos na região leste do município de São Paulo.

Artistas, autoridades e instituições locais marcaram presença, o subprefeito de São Miguel Paulista conhecido popularmente como Tim Maia destacou seu apoio e importancia das ações LGBT.

A parada também serviu para conscientização, o Instituto Vida Nova que desenvolve projetos e ações para pessoas com HIV/Aids também contribuiu com seu Stand expondo a “Campanha Tô Dentro Que Está Dentro Usa Camisinha” com informações sobre Profilaxia Pós Exposição ao HIV, acesso aos serviços para fazer o teste HIV e distribuiu 800 kit de prevenção. Caio Silva visitou o stand da Campanha Tô Dentro com seu amigo. “Ninguém aqui é gay, mas estamos aqui para apoiar à população LGBT que muitas vezes são vítimas da sociedade por terem outro tipo de orientação sexual”, disse o profissional liberal.

Entre as apresentações artísticas houve manifestos políticos partidários, frases e faixas Fora Temer.

Salete Campari, artista, coordenadora do Centro da Cidadania LGBT e Madrinha da Parada também responsável pela organi

zação do evento e com palavras de ordem “temos políticas públicas LGBT, não ao preconceito e discriminação” ficou agradecida pela presença de todos e colaboração das instituições locais Institu

O evento faz parte das atividades do Centro de Cidadania Laura Vermont organizado pela Associação Cultural da Pluralidade Sexual.to Vida Nova e Escola de Samba Santa Bárbara e com grande expectativa para a próxima parada 2017.

Américo Nunes Neto – Diretor do Instituto Vida Nova – www.ividanova.org.br

 

 


Universidade busca apoio no terceiro setor

Jorge Eduardo presidente do Instituto Vida Nova recebe 60 alunas do curso de obstetrícia da Universidade de São Paulo campos leste – USP-Leste coordenado pela Professora Doutora Cláudia Medeiros de Castro. A visita é uma maneira de conhecer de perto o funcionamento da ONG/Aids, possibilitando uma maior clareza sobre as questões que não são discutidas no cotidiano das alunas.

“A importância do trabalho da ONG fomenta o esclarecimento da diferença do HIV e Aids, pois temos que conhecer o viver e conviver com HIV/Aids para poder orientar nossas futuras pacientes”. ”Percebemos que a instituição é séria, e isso nos dão confiança para fazer futuros encaminhamentos, pois sabemos que as pessoas tornam-se fragilizadas com a notícia e procura viver em um mundo só deles, “isolados” e o Vida Nova busca oferecer este suporte e apoio necessário, para a inclusão social” “Conhecer um lugar assim possibilita uma empatia com o outro”. relato das alunas.

A cada ano recebemos as alunas do curso de obstetrícia, percebemos a preocupação das docentes em formar profissionais conscientes 


 


Lobos Guará Moto Clube comemora parceria de sucesso com o Instituto Vida Nova

O Senhor Pedro Carlos Sinóbio, presidente do Lobos Guará Moto Clube e membro da Polícia Militar do Estado de São Paulo esteve recentemente na ONG Vida Nova, foi recebido pelo presidente Jorge Eduardo e falou da importância da parceria que mantém com a instituição, afinal o Lobos Guará Moto Clube tem uma proposta de trabalho 50% voltada para o social e os outros 50% para o moto turismo. 
Como fazem um trabalho focado para o social ressaltaram a importância da parceria de sucesso com o Vida Nova, afinal o Lobos Guará Moto Clube tem um público flutuante de 1000 pessoas aos finais de semana e já fazem a distribuição gratuita de preservativo fornecido pelo projeto Agora Você está Dentro do Instituto Vida Nova. “Temos essa preocupação da preservação e de frear a disseminação do vírus” afirma Pedro Carlos. “Uma das nossas grandes dificuldades para a realização desse trabalho social ainda é o financeiro, percebemos que as pessoas ainda tem uma ressalva em ajudar entidades que fazem trabalho social e encontramos uma grande barreira para captar parcerias para o bom andamento desse trabalho” complementa.
O Vida Nova agradece a visita e a parceria do Lobos Guará Moto Clube na pessoa  do seu Presidente Pedro Carlos Sinóbio.


 

 

não é uma questão do governo Dilma ou não Dilma. O país precisa superar esse clima político de instabilidade, intolerância, interrupção do debate. Eu acredito muito na força do nosso país, na capacidade do Brasil superar qualquer crise. Superamos crises piores, mais graves. Agora, o país precisa do diálogo político, de acabar com clima de interrupção do debate, que estacionou e não faz bem para ninguém.  Fonte: Agencia de Notícias da Aids Dica de Entrevista: - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo - Tel.: (11) 3397-2000