Instituições de diversos seguimentos foram certificadas neste mês de novembro pela organização não governamental (ONG) Instituto Vida Nova, por participar oficialmente do Projeto Agora Você Está Pronto (leia mais), ato simbólico, no qual 135 instituições parceiras demonstram a sua preocupação com a epidemia da Aids e acesso aos insumos de prevenção, fazendo com que a população tenha a sua disponibilidade a qualquer hora do dia ou noite camisinha, gel lubrificante e materiais informativos sobre DST, Profilaxia Pós Exposição (PEP) e outros. Com o apoio das parcerias o projeto disponibiliza 135 mil preservativos por mês, e se destaca por inspirar a população ao acesso desses insumos de prevenção e tomar atitudes diante das mudanças de comportamento. O Instituto Vida Nova está dedicada à prevenção das Infecções Sexualmente transmissíveis (ITS), assistência às pessoas com HIV/Aids e promoção do controle social nas políticas públicas de saúde e direitos Humanos. Saiba mais www.ividanova.org.br

  

 


 

Conferência Internacional de AIDS

A responsabilidade pela confiança em mim depositada pelo MOPAIDS gera várias expectativas, como conhecer a respostas frente à epidemia de Aids de outros países, também  trocar experiências com movimentos sociais e o que avançou a partir da 20ª conferencia internacional de Aids.

Espero que a cobertura universal de tratamento tenha ampliado, com sustentabilidade e analise de necessidades de custos futuros e como os recursos para a Aids poderão ser ampliados nos próximos anos.

O Brasil desenvolveu estratégias de combate à epidemia e alguns governos assumiram o compromisso frente às metas 90, 90, 90% para demonstrar sua responsabilidade e capacidade de enfrentar a epidemia, portanto tenho expectativa de entender como as metas 90, 90, 90% [1]estão sendo atingidas em outros países e ter conhecimento de resultados de pesquisas recentes realizadas no país.

Por outro lado a África do Sul e África Subsaariana serão o foco desta conferência.

Nesta época de restrições financeira nacional e internacional, é mais importante do que nunca trabalharmos com vistas a uma resposta conjunta para que se cumpram as metas.

Américo Nunes Neto - 21/05/16

 

[1] A meta prevê que, até 2020, 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saibam que têm o vírus; 90% das pessoas diagnosticadas com HIV recebam terapia antirretroviral; e 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral indetectável e não mais possam transmitir o vírus.

 

 


 

OS NOVOS TRATAMENTOS CONTRA O HIV, INCLUSOS OS DE PREVENÇÃO, JÁ TÊM MENOS EFEITOS COLATERAIS QUE NO PASSADO. MAS ISSO NÃO SIGNIFICA UMA VIDA FÁCIL - por Antonio Trigo

 

Ledo engano se você imagina que a vida de um soropositivo é fácil. Embora o tratamento mais comum seja feito com um comprimido que combina três antirretrovirais em um, um soropositivo pode tomar, ainda hoje, até 20 comprimidos. Tem até esquema com injeção subcutânea. Aderir cedo ao tratamento é a melhor forma de garantir uma vida sem maiores turbulências.  Nesta parte da entrevista, o infectologista Ricardo Vasconcelos esclarece as dificuldades de se tomar medicações para o resto da vida – e o que você vai enfrentar se escolher usar o truvada como complemento à camisinha.

O Brasil tem os melhores antirretrovirais?

 

Há medicamentos muito melhores que esse “três em um” que tanto se fala. Mas ainda somos um grande País no tratamento e estamos nos mexendo para conseguir os melhores remédios. Faça uma analogia com um carro: não dá para dar uma Ferrari para todo mundo. E quando elas chegarem, vão primeiro para quem tem um vírus já resistente a coquetéis disseminados. É natural, se não a conta não fecha. O Brasil faz muito e assinou com a Organização Mundial da Saúde um compromisso de que, até 2020, 90% de nossos soropositivos estejam diagnosticados e tratados. Indetectáveis. Se conseguirmos isso, até 2030 teremos controlado a doença.

 


 

 

E quem optou tomar o truvada? Vai sofrer danos?

 

O truvada combina dois antirretrovirais já conhecidos dos soropositivos. A ciência tinha medo dos problemas renais e ósseos que ele causava nos positivos. Mas nos negativos que optaram tomá-lo como prevenção, os efeitos não são significantes.

 Então é como um bipolar tomar um remédio?

Claro que não. Um bipolar toma remédios psiquiátricos porque tem uma doença. Quem toma truvada não tem nada a tratar e optou incluí-lo como forma de prevenção. De preferência junto da camisinha, certo?



 



Cuidados com sexo oral evitam contrair doenças, DSTs/HIV

O tema sexo oral vem sempre acompanhado de tabus, dúvidas, questões e polêmicas. Com camisinha ou sem? O esperma ou pênis transmitem doenças? E a vagina? Transmite AIDS?

Primeiramente vamos focar no quesito AIDS (ou vírus HIV). Durante muito tempo isso foi controverso, até que uma pesquisa confirmou que em determinadas situações o sexo oral pode sim transmitir o vírus HIV. Se a pessoa estiver com algum ferimento na boca (gengivite, afta, machucados ou lesões por mordidas ou escova de dente), por exemplo, pode facilitar a infecção. No entanto, esse risco é muito baixo quando comparado com as outras possíveis formas de contágio (sexo vaginal ou anal e compartilhamento de seringas).

Mas além da AIDS, o sexo oral também pode vir acompanhado de outras Doenças Sexualmente Transmissíveis(DST), como sífilis, gonorreia, herpes ou HPV. Por isso, na dúvida, o recomendado é o uso da camisinha para o sexo oral e que seja realizada uma boa higiene tanto da região bucal, como genital, antes e depois do ato.

Vale lembrar que o mesmo pode ocorrer para quem recebe o sexo oral. Caso hajam feridas bucais, elas também podem fazer o caminho inverso do acima e transmitir alguma DST para o pênis ou vagina que recebe o ato.

Engolir o esperma

Outra questão sempre levantada é sobre engolir o sêmen do parceiro. Se há algum risco grave ou perigo. Desde que o parceiro não tenha nenhuma DST, não há problema ou risco algum.

Sexo oral no ânus

O sexo oral anal requer muito cuidado, pois a região é rica em bactérias que podem gerar problemas como infecções e diarreias. Portanto, para um sexo oral anal seguro a região deve ser muito bem lavada e higienizada previamente. Jeferson Machado Santos. CRF-SE: 658.

Ao fazer sexo oral num homem, recomenda-se que o parceiro use preservativo para evitar o contato direto da boca com o pênis

Na prática do sexo oral numa mulher aconselha-se o uso de uma barreira que impeça o contato direto da boca com a vagina. A barreira pode ser uma camisinha cortada - formando um retângulo - ou filme de PVC, usado na cozinha

Evite fazer sexo oral se tiver algum machucado, lesão ou inflamação na boca (inclusive gengivite)

Evite fazer sexo oral se tiver algum sangramento na boca ou se acabou de escovar os dentes e houve sangramento

Quem faz sexo oral em um homem deve evitar ejaculação na boca

Na mulher, deve-se evitar sexo oral durante o período menstrual - Fonte - www.aids.org.br 



 

Anvisa libera nova versão do daclatasvir, medicamento contra hepatite C - 08/09/2015

A Anvisa aprovou nesta terça-feira (8) o uso da versão 30 mg do daclatasvir,  medicamento que compõem o novo tratamento para hepatite C no Brasil. Segundo nota publicada no Diário Oficial da União, a medida vai diminuir de 24 para 12 semanas o tempo de terapia para o genótipo 1 do vírus C da hepatite.  A nova concentração do remédio, segundo informações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, vai beneficiar os pacientes soropositivos co-infectados com a doença. A droga poderá ser associada aos antirretrovirais efavirenz 90 mg e atazanavir 30 mg.

Pacientes pós-transplantados com ocorrência de hepatite C e pessoas com cirrose avançada poderão fazer uso da nova posologia. Nesses casos, o tratamento poderá durar de 12 a 24 semanas, conforme o caso.

O daclastavir foi registrado pela Anvisa em 6 de janeiro e faz parte de uma nova geração de remédios para essa doença. Recentemente, o país implantou um novo tratamento que traz uma taxa de cura de 90% para hepatite C.  Composto pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir, o novo tratamento é considerado o que há de mais inovador no mercado mundial .

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui cerca de 100 mil casos notificados de hepatite C em todo o país e as drogas estarão disponíveis nos SUS ainda neste semestre.

A doença

A hepatite C é uma doença causada pelo vírus HCT transmitido pela transfusão de sangue contaminado e pelo uso compartilhado de seringas e objetos de higiene pessoal, como alicates de unha e lâminas de barbear, além de instrumentos usados em tatuagem e perfuração para  piercings. O vírus também é transmitido sexualmente. Fonte : Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais


doença.

 


 

Quais são os efeitos colaterais? 

 

Quase não se vê mais grandes efeitos colaterais. Temos que parar de pensar como se estivéssemos nos anos 1980, quando tinha-se medo da lipodistrofia, que acumula gordura em algumas partes do corpo e provoca a perda em outras regiões, como o rosto. É a velha imagem do positivo esquálido e magro. No esquema básico não se tem mais esse efeito. Os danos mais comuns atualmente são os distúrbios do sono, além de poder comprometer os rins e o fígado. E, é claro, há um período de adaptação, que pode levar até um mês.


 


 

FIQUE SABENDO !!!


 

Mopaids questiona Programa Municipal de DST/Aids de SP sobre protocolo e monitoramento dos testes rápidos de HIV realizados por ONGs  -  17/08/2017 – 19h

Preocupados com a maneira que algumas ONGs têm ofertado o teste rápido na cidade de São Paulo, membros do Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids) reuniram-se nesta quarta-feira (16) com o Programa Municipal de DST/Aids para saber se existem protocolos, treinamentos, estrutura adequada e monitoramento específico para a realização desse trabalho pelas entidades.

“O que queremos deixar claro é que não somos a favor ou contra a realização desse trabalho pelas ONGs, mas queremos saber como isso tem caminhado”, justifica Araújo Lima, um dos coordenadores do Mopaids. “Nós nos preocupamos, pois vimos uma ONG ofertar teste rápido e conversar com um usuário, após a realização, ao ar livre. Isso nós preocupa muito”, diz Américo Nunes, também coordenador do Mopaids.

Marcos Blum, da articulação com a sociedade civil do Programa Municipal, explica que a atual gestão também se preocupa com esse tema. Segundo ele, no mês de junho, o Programa se reuniu com as ONGs que trabalham sobre o guarda-chuva Municipal para entender melhor o trabalho de cada uma e alinhar o processo. Essas entidades realizam teste rápido por meio de um edital que entrou em vigor na gestão anterior e está em processo de encerramento.

“Tem ONG que é parceira do Ministério da Saúde e outras do Estado. Cada órgão tem autonomia nas parcerias. Conosco esta a Viração e o Instituto Cultural Barong e nós fazemos o monitoramento e oferecemos o mesmo treinamento dado a um profissional de saúde. Também nos preocupamos com a estrutura adequada. O Barong conta com a sua própria unidade móvel e para a Viração nós cedíamos”, garante Marcos.

Da área de Prevenção do Programa Municipal, a psicóloga Elza Maria Alves Ferreira explica que está sendo feito um documento oficial, no formato de guia, sobre o que uma ONG precisa ter e fazer para executar a testagem, desde a retirada dos kits a vinculação do usuário ao serviço em caso positivo.

Na conversa, Araújo também relatou apreensão com o aconselhamento e tempo de espera até a primeira consulta: “Me parece que a testagem está sendo banalizada e o aconselhamento me preocupa. Muitos de nós tomamos remédio há mais de 30 anos e por isso nos sentimos a vontade com o discurso de que é só tomar remédio. O resultado causa reações diferentes em pessoas diferentes. Se a pessoa não tem o mínimo de estrutura e privacidade na hora de saber o resultado, é difícil. Sem contar que no município, levamos até quatro meses para a primeira consulta.”

 

Veja a seguir algumas das perguntas que feitas na reunião que foram respondidas pelos representantes do Programa:

 

Atualmente qual teste é realizado pelas ONGs?

Elza Ferreira: A maioria das ONGs realiza teste de fluido oral, que é uma triagem e não diagnóstico. Só dizemos que a pessoa é positiva para o HIV depois da realização de dois testes de tipos diferentes. Por exemplo, se o primeiro teste que deu positivo for de fluido oral, o segundo confirmatório deve ser de punção digital [furo no dedo] ou vice e versa. Mas não basta fazer os dois testes, é necessário que a entidade tenha um responsável técnico capacitado e treinado para dar diagnóstico. Esse responsável costuma ser um enfermeiro ou um psicólogo, pois para o teste de punção existe o manejo com sangue e, posteriormente, nos casos positivos é assinado um laudo.

Como deve ser feito o teste de fluido oral?

Elza Ferreira: O usuário não pode ter mascado chiclete, fumado, comido, ingerido ou bebido nada além de água meia hora antes de fazer o teste. Se ela tiver feito alguma dessas atividades, é necessário pedir que ela espere meia hora ou faça um bochecho, para não interferir no resultado. Nós trabalhamos e orientamos a espera de meia hora, pois o bochecho tem outras questões envolvidas. E pela experiência que temos, as pessoas esperam, pois é rápido.

Mesmo sendo um teste de triagem é necessário prezar pelo sigilo, ética e acolhimento. No caso positivo, você não tem garantia de que a pessoa vai procurar o serviço de saúde. Então isso tem que ser levado em conta para uma boa vinculação. Sabemos que não é fácil, mas é importante acompanhar esse usuário até a primeira consulta. O resultado positivo não é a única preocupação, pois cada pessoa tem uma história e o acolhimento e orientações de prevenção e cuidados são fundamentais.

A testagem pode ser feita em uma praça aberta sem estrutura?

Marcos Blum: Para uma cidade como São Paulo isso não é adequado. Em outra cidade, com outra realidade, é outra conversa. Aqui, o Programa Municipal conta com uma estrutura mínima para fazer coleta e dar o resultado. A gente tem uma rede grande espalhada pela cidade, pois o trabalho extramuros é uma campanha. Atualmente, não temos nenhuma parceria com ações comunitárias que não contam com estrutura mínima para o sigilo, ética, coleta, revelação e acolhimento. No entanto, tem o que acontece na cidade e o que é responsabilidade do Programa. Então, precisamos conversar com os outros órgãos federativos que tem autonomia para realizar ações. Solicitamos uma reunião com as ONGs que fazem testagem e os demais órgãos, no entanto o Departamento de IST, HIV, Aids e Hepatites Virais precisou cancelar em cima da hora.   

Depois do resultado positivo, dado por uma ONG, como fica o processo de vinculação?

Marcos Blum: A pessoa será orientada a procurar um serviço de saúde para fazer o teste confirmatório, pois só fluido oral é teste de triagem. O tempo de chegada ao serviço vai depender do usuário, de como ele se sente com o resultado positivo e como foi o acolhimento dela, entre outros fatores. No serviço, ela vai fazer o teste confirmatório e colher exames de sangue que incluem CD4 e carga viral (CV). A coleta é feita pela enfermagem. O CD4, por exemplo, pode ser feito na mesma semana. Até a primeira consulta com o médico, dependendo da unidade, tem levado até quatro meses. No caso dos usuários em que os exames preocupam, como CV alta e CD4 baixo, o enfermeiro faz o pedido de encaixe para que ele seja atendido o mais rápido possível. Hoje, não chegamos a 100% de vinculação, perdemos no caminho, mas cerca de 80% dos casos positivos se vinculam aos serviços.

Nesse contexto como fica o trabalho com as pessoas em situação de rua?

Marcos Blum: Nós notamos, que em algum momento faltou interação com as redes existentes, mas nos articulamos com o Consultório na Rua. Durante o trabalho com as ONGs, elas nos mostraram a fragilidade de conseguir trabalhar na vinculação dessa população, por conta da realidade. Então, já pensamos na Secretária de Assistência e na do Trabalho para parcerias futuras.

O Programa tem estimativa de reduzir o tempo de espera para a primeira consulta?

Marcos Blum: Essa é uma questão importante para conversar com a assistência. Mas é uma preocupação, pois as pessoas querem se tratar. No entanto, estamos vivendo uma realidade que não começou esse ano. Os números de aposentadorias têm sido impressionantes e não têm sido organizados novos concursos para preencher as saídas dos profissionais. Estamos com déficit de recursos humanos. A Cristina Abbate [coordenadora do Programa] está tentando uma reunião com o Secretário [Wilson Pollara] para falar disso.

Projeto piloto de ampliação dos CTAs

De acordo com Elza, o Programa está desenvolvendo um projeto piloto de ampliação dos CTAs (Centro de testagem e Aconselhamento): “Não é transformar o CTA em um SAE [Serviço de Assistência Especializada], mas ampliar o papel para contribuir com o trabalho”. Conforme explicou, o projeto é que o usuário possa colher CD4 e CV e passe na primeira consulta com um médico no próprio CTA.  “Em princípio, não é para todas as unidades, mas é um plano”, diz.

Durante a reunião, Marcos Blum informou ainda que o Programa está agendando uma conversa com todas as ONGs que trabalham com HIV/aids na cidade. A previsão é que ela aconteça no próximo mês.  

 Fonte Agencia de Notícias da Aids - Dica de entrevista Mopaids Tel.: (11) 5084-0255

 

 

 



Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose será lançado na Expoepi

 

 

 

Durante a 15ª Expoepi, que acontecerá entre os dias 28 e 30 de junho em Brasília, será lançado o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose.  O documento irá definir os indicadores utilizados para monitorar as ações empregadas por estados e municípios na rede de atenção à saúde. 

A solenidade terá a presença do secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, e está prevista para acontecer no dia 29, quinta-feira, às 08h30, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. 

O Plano Nacional salienta que a tuberculose existe e tem cura garantida desde que o tratamento seja realizado até o final. E destaca também que a responsabilidade pelo sucesso do tratamento não é somente do usuário, mas que deve ser compartilhada com a equipe de saúde,  com a  família e amigos. 

Dividido em três pilares: prevenção e cuidado integrado e centrado no paciente; políticas públicas e sistema de apoio; e intensificação de pesquisa e inovação, o Plano Nacional objetiva diagnosticar precocemente a doença e garantir o tratamento contínuo, diminuindo o abandono antes do período recomendado, que é de no mínimo seis meses. “Somente conseguiremos eliminar a tuberculose no Brasil como problema de saúde pública a partir de ações integradas entre os diferentes atores da sociedade, por isso a importância de um plano que reúna todas as orientações”, destaca Denise Arakaki, coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose – CGPNCT. 

Graças aos esforços do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, em parceria com estados e municípios, o Brasil conseguiu atingir as Metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose com três anos de antecedência. E, em 2015, aderiu ao compromisso global de redução de 95% dos óbitos e 90% do coeficiente de incidência da doença até 2035 

O monitoramento das ações de controle da tuberculose nos serviços de saúde reflete diretamente no desempenho dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde (SUS) e na qualidade do cuidado à pessoa portadora da tuberculose. Este controle passará a ser feito com base em indicadores relacionados à detecção, ao diagnóstico, à coinfecção TB-HIV, à conclusão do tratamento e aos casos de tuberculose latente, sensível e drogarresistente. 

CASOS – Em 2016, foram registrados 66,7 mil casos novos e 12,8 mil casos de retratamento (abandono ao tratamento) de tuberculose no Brasil. No período de 2007 a 2016, o coeficiente de incidência da doença apresentou uma variação média anual de -1,7%, passando de 37,90/100 mil habitantes em 2007 para 32,4/100 mil habitantes em 2016. A redução da incidência nos 10 anos foi de 14,1% e a meta até 2035 é ter a incidência menor que 10/100 mil habitantes. 

O coeficiente de mortalidade por tuberculose apresentou redução de 15,4%, passando de 2,6/100 mil habitantes, em 2006, para 2,2/100 mil habitantes em 2015. O Brasil ainda registrou 4,5 mil óbitos por tuberculose em 2015. Os estados do Rio de Janeiro (5,0/100 mil hab.), de Pernambuco (4,5/100 mil hab.), do Amazonas (3,2/100 mil hab.) e do Pará (2,6/100 mil hab.) apresentaram os maiores riscos para o óbito por tuberculose. No mundo, em 2015, a tuberculose foi a doença infecciosa que mais causou mortes. 

SINTOMAS – O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas; as populações privada de liberdade, os que vivem em situação de rua – estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV. Dentre as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose, 9,7% apresentaram coinfecção por HIV em 2015. 

TESTE RÁPIDO – Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no país a Rede de Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB), que utiliza a técnica de biologia molecular PCR em tempo real. Denominado “Teste Rápido Molecular (TRM), conhecido como Xpert MTB/Rif ®”, o teste detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, um dos principais medicamentos usado no tratamento. 

Foram distribuídos 160 equipamentos para laboratórios de 92 municípios, em todas as unidades da federação. Os municípios escolhidos notificam, anualmente, cerca de 60% dos casos novos de tuberculose diagnosticados no país. 

O investimento inicial do Ministério da Saúde para estas ações foi de cerca de R$ 17 milhões. Para monitorar a implantação desta rede, mensurar a realização dos testes e auxiliar a vigilância epidemiológica da doença, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose publicou, em dezembro de 2015, um relatório em que estão descritas as principais atividades desenvolvidas pelos programas de controle da doença (nacional, estadual e municipal) e laboratórios municipais e centrais no primeiro ano de implantação da RTR-TB. 

Para 2017, está prevista a distribuição de 70 novos equipamentos, com capacidade para realizar, inicialmente, 250 mil testes. Os equipamentos serão distribuídos de acordo com critérios técnicos e operacionais para municípios brasileiros. Com a medida, o percentual de diagnóstico da doença, com esta tecnologia, será ampliado para cerca de 75% de cobertura de casos novos. 

Acesse a minuta do plano aqui: https://files.acrobat.com/a/preview/15f27a47-3058-4c12-9898-3b78417ffb1f 

Fonte: http://15expoepi.com.br/plano-nacional-pelo-fim-da-tuberculose-sera-lancado-na-expoepi/

  


 Pílula anti-HIV: saiba os efeitos do remédio e como será usado para a prevenção da doença

31/05/2017 - 12h

Desde segunda-feira (29), o Ministério da Saúde passou a disponibilizar, gradativamente nos próximos 180 dias, a profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o vírus HIV. Na prática, um grupo inicial de 7 mil pessoas em grupos estratégicos deverão receber um medicamento para tomar no dia-a-dia e prevenir a infecção. O G1 ouviu três especialistas no assunto: os infectologistas Artur Timerman, Esper Kallas e Caio Rosenthal (assista ao vídeo), e responde as principais perguntas sobre o assunto.

1. Estou no grupo que vai receber o medicamento?

Inicialmente o governo deve priorizar 12 cidades brasileiras: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto. De acordo com o Ministério da Saúde, esses municípios foram escolhidos por terem participado de projetos piloto para o uso da pílula.

Além disso, poderão receber o remédio populações-chave, determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): casais soro diferentes, gays; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais).

2. O que é o medicamento?

O remédio será distribuído para previnir a infecção pelo vírus HIV no Brasil e já é utilizado em outros países para o mesmo fim, como os Estados Unidos, e os estudos demonstram alta taxa de eficiência: 90%, de acordo com o Ministério da Saúde.

A marca mais conhecida é o Truvada, usada em alguns países. O Ministério da Saúde disse há possibilidade de importar o produto, mas que uma licitação deverá ser feita.

Ele combina dois medicamentos em um comprimido: o fumarato de tenofovir desoproxila (TDF, 300 mg) e a emtricitabina (FTC, 200 mg). Os dois, junto a uma terceira substância, já fazem parte do coquetel de tratamento contra a doença há muitos anos.

3. O que é PrEP?

A profilaxia pré-exposição é a ingestão do medicamento em grupos de risco do HIV para evitar que novas pessoas sejam infectadas. Há, ainda, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), feita no Brasil desde 2010 - quando a pessoa recebe um tratamento a base de um coquetel logo após um comportamento de risco, ou para profissionais de saúde que possam ter se infectado ao tratar pacientes.

4. Como o remédio vai agir no meu corpo?

Ele impede a transcrição do material genético do vírus HIV, evitando se instale nas células do corpo.

5. Se esquecer de tomar um dia, o remédio perde a eficiência?

Os dois médicos informaram que o medicamento mantém o efeito por um bom tempo no corpo. Então, esquecer de tomar um único dia não é o problema. De acordo com Kallas, ele geralmente é ingerido de três a quatro vezes por semana.

6. Quais são os efeitos colaterais?

Logo no início do tratamento, de acordo com Kallas, pode haver enjoo, mas é raro.

A longo prazo, de acordo com Timerman, o remédio pode causar problemas renais e alterar a calcificação dos ossos. Por isso, ele defende que os pacientes sejam acompanhados de seis em seis meses por um médico. "Dar esse remédio sem um controle é muito arriscado", disse.

Outro ponto lembrado tanto pelos médicos, quanto pelos órgãos de saúde, é que o remédio não previne contra outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, como a gonorreia e a sífilis. Camisinha ainda precisa ser usada para evitar essas infecções. Fonte : Bem-Estar - Agencia Aids 

 


Ministério da Saúde lança campanha de combate à tuberculose

Fonte: Ministério da Saúde 

 

Objetivo é alertar para necessidade de adesão ao tratamento. Incidência da doença teve redução de 14,1% nos últimos dez anos

 

Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, o Ministério da Saúde lança, nesta quinta-feira (23), campanha nacional para sensibilizar a população sobre a importância de aderir e completar o tratamento para a doença, que tem duração de, pelo menos, seis meses. O Brasil conseguiu atingir as Metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose com três anos de antecedência e, em 2015, aderiu ao compromisso global de redução de 95% dos óbitos e 90% do coeficiente de incidência da doença até 2035.

A campanha vai ao ar entre os dias 23 e 30 de março com o objetivo de contribuir para o controle da tuberculose no Brasil. “Essa campanha enfatiza que a responsabilidade pelo sucesso do tratamento não é somente do paciente, e deve ser compartilhada com a equipe de saúde, família e amigos. Todos são partes importantes no processo de cura da doença”, explica a coordenadora do Programa Nacional de combate à tuberculose, Denise Arakaki.

O Ministério da Saúde está elaborando o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose. O documento irá definir os indicadores utilizados para monitorar as ações empregadas por estados e municípios na rede de atenção à saúde. Dividido em três pilares: prevenção e cuidado integrado e centrado no paciente; políticas públicas arrojadas e sistema de apoio; e intensificação de pesquisa e inovação, o objetivo do plano é diagnosticar precocemente a doença e garantir o tratamento contínuo, diminuindo o abandono antes do período recomendado, que é de no mínimo seis meses. “Somente conseguiremos eliminar a tuberculose no Brasil como problema de saúde pública a partir de ações integradas entre os diferentes atores da sociedade, por isso a importância de um plano que reúna todas as orientações”, destaca Denise Arakaki.

O monitoramento das ações de controle da tuberculose nos serviços de saúde reflete diretamente no desempenho dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde (SUS) e na qualidade do cuidado à pessoa portadora da tuberculose. Este controle passará a ser feito com base em indicadores relacionados à detecção, ao diagnóstico, à coinfecção TB-HIV, à conclusão do tratamento e aos casos de tuberculose latente, sensível e drogarresistente.

CASOS - Em 2016, foram registrados 66,7 mil casos novos e 12,8 mil casos de retratamento (abandono ao tratamento) de tuberculose no Brasil. No período de 2007 a 2016, o coeficiente de incidência da doença apresentou uma variação média anual de -1,7%, passando de 37,90/100 mil habitantes em 2007 para 32,4/100 mil habitantes em 2016. A redução da incidência nos 10 anos foi de 14,1% e a meta até 2035 é ter a incidência menor que 10/100 mil habitantes.

O coeficiente de mortalidade por tuberculose apresentou redução de 15,4%, passando de 2,6/100 mil habitantes, em 2006, para 2,2/100 mil habitantes em 2015. O Brasil ainda registrou 4,5 mil óbitos por tuberculose em 2015. Os estados do Rio de Janeiro (5,0/100 mil hab.), de Pernambuco (4,5/100 mil hab.), do Amazonas (3,2/100 mil hab.) e do Pará (2,6/100 mil hab.) apresentaram os maiores riscos para o óbito por tuberculose. No mundo, em 2015, a tuberculose foi a doença infecciosa que mais causou mortes.

Denise Arakaki, coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose/ MS, detalha para a TV Saúde como acontece a transmissão da tuberculose

SINTOMAS - O principal sintoma da tuberculose é a tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse sintoma deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. São mais vulneráveis à doença as populações indígenas; as populações privada de liberdade, os que vivem em situação de rua - estes devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida -; além das pessoas vivendo com o HIV. Dentre as pessoas com diagnóstico confirmado de tuberculose, 9,7% apresentaram coinfecção por HIV em 2015.

TESTE RÁPIDO – Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no país a Rede de Teste Rápido para Tuberculose (RTR-TB), que utiliza a técnica de biologia molecular PCR em tempo real. Denominado “Teste Rápido Molecular (TRM), conhecido como Xpert MTB/Rif ®”, o teste detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, um dos principais medicamentos usado no tratamento.

Foram distribuídos 160 equipamentos para laboratórios de 92 municípios, em todas as unidades da federação. Os municípios escolhidos notificam, anualmente, cerca de 60% dos casos novos de tuberculose diagnosticados no país.

O investimento inicial do Ministério da Saúde para estas ações foi de cerca de R$ 17 milhões. Para monitorar a implantação desta rede, mensurar a realização dos testes e auxiliar a vigilância epidemiológica da doença, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose publicou, em dezembro de 2015, um relatório em que estão descritas as principais atividades desenvolvidas pelos programas de controle da doença (nacional, estadual e municipal) e laboratórios municipais e centrais no primeiro ano de implantação da RTR-TB.  

Para 2017, está prevista a distribuição de 70 novos equipamentos, com capacidade para realizar, inicialmente, 250 mil testes. Os equipamentos serão distribuídos de acordo com critérios técnicos e operacionais para municípios brasileiros. Com a medida, o percentual de diagnóstico da doença, com esta tecnologia, será ampliado para cerca de 75% de cobertura de casos novos. 

  


Encontro em São Paulo uni governo e sociedade civil em busca de novas alternativas contra a aids voltadas aos jovens

 13/03/2017 – 19h10

 

Acesso à universidade, grupos de convivência, rodas de conversa, acolhimento, especificidades. Não faltou assunto no "1º Encontro Juventudes: Fortalecendo Laços", na manhã desta segunda-feira (13), no auditório do CRT (Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids), em São Paulo. O evento reuniu jovens vivendo com HIV/aids, representantes de ONGs e gestores para debater a saúde integral desta população, além disso, os participantes puderam conhecer os projetos que algumas ONGs desenvolvem no estado voltados para adolescentes e jovens soropositivos.

Um deles é o  Viver Jovem, do GIV (Grupo de Incentivo à Vida), destinado às pessoas de até 29 anos. Desde 2010, o grupo se reúne no primeiro sábado de cada mês para troca de informações e ideias. "Não temos uma programação especifica para os encontros, tudo acontece a partir da necessidade do grupo. É comum, por exemplo, usar o espaço para apoiar um jovem recém diagnosticado", explicou Andrea Ferrara, coordenadora do projeto.

No GIV, segundo Andrea, houve uma época em que a infância era o foco das ações. As crianças cresceram, o combate à transmissão vertical fez cair o número de bebês infectados pelas mães na gravidez ou no parto. A juventude, passou a engrossar as estatísticas de novos casos de HIV/aids.

“O GIV foi acompanhando as mudanças no perfil da doença. O Viver Jovem surgiu para reunir os jovens gays que passaram a nos procurar cada vez mais. Esse é um grupo que tem o objetivo de acolher e fortalecer os jovens. Lá, eles fazem amizades.” O grupo promove também um sarau literário duas vezes ao ano.

Assim como o GIV, o Grupo Pela Vidda São Paulo, mantém um grupo de jovens na instituição, o Encontro Jovem Positivo. A ideia, segundo Matheus Emilio, é unir jovens vivendo e convivendo com HIV para que eles possam, de forma descontraída e informal, compartilhar seus medos, dúvidas, alegrias e tristezas. "O nosso foco é acolher os jovens de diferentes formas, aqui não acontece apenas rodas de conversas, temos grupos nas redes sociais, fazemos ações extramuros e até vamos para baladas juntos." No Pela Vidda o encontro é sempre no segundo sábado do mês.

 

Universidade

A infectologista Marinella Della Negra, presidente da Associação de Auxílio à Criança Portadora de HIV, em São Paulo, também esteve no evento e contou que a sua ONG decidiu ajudar adolescentes que nasceram com HIV e sonham em cursar uma universidade. "Ajudamos nas mensalidades dos que passaram no vestibular e não podem pagar. A única contrapartida exigida é a adesão ao tratamento. O jovem precisa comprovar que está tomando os remédios e que a carga viral está indetectável."

Segundo Marinella, a decisão de investir só nos aderentes ao tratamento se dá pela limitação de recursos. "Eu tenho que investir nos sonhos de alguém que pode chegar ao final do curso. Hoje, já são 12 pessoas beneficiárias do projeto. Temos gente que decidiu cursar psicologia, administração enfermagem, engenharia. Não importa o curso, o importante é garantir que este jovem esteja qualificado para o mercado de trabalho."

Diferente das ONGs, com CNPJ e espaço físico, a Rede de Jovens São Paulo Positivo, segundo explicou o estudante Carlos Henrique (foto), é grupo que funciona no modelo clássico de qualquer movimento social. Um espaço de articulação política e de integração entre jovens vivendo com HIV. "Algumas pessoas nos procuram também para acolhimento, claro que ajudamos, mas não temos a expertise de uma ONG ou serviço governamental para encaminhar este jovem."

Carlos contou que a ideia da rede é mapear e georeferenciar todos os serviços e projetos destinados a jovens soropositivos no estado de São Paulo. "Muitos vivem no anonimato e não sabem quem procurar quando recebe o diagnóstico. O espaço de atuação das ONGs é delimitado, então, nada melhor do que utilizar uma ferramenta online para que todos tenham acesso ao que existe. Assim, cria-se um leque de possibilidades."

Pensando especificamente nos jovens infectados via transmissão vertical (mãe para o filho), Carlos disse que a proposta da rede é convidar os gestores e as ONGs para participarem de um grupo de trabalho (GT). A ideia é discutir as necessidades desta população. "Este grupo tem pautas específicas, são pessoas que tomam remédios há muito tempo." Já confirmaram presença no GT algumas ONGs, o CRT e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

De Perus, a ativista Margarete Preto, do projeto Bem-Me-Quer, fez uma reflexão sobre a realidade dos jovens que frequentam a ONG. "Temos 20 adolescentes e jovens soropositivos cadastrados na ONG, a maior parte deles de transmissão vertical, e eles não querem falar sobre HIV. Os nossos jovens foram educados para serem protegidos e morrerem. São jovens que não aderem ao tratamento, pois não dá para aderir ao tratamento sem aderir à vida."

Hoje, no Bem-Me-Quer, os projetos voltados aos mais novos estão relacionados ao teatro e oficinas. Geralmente quem participa é o jovem da comunidade que não tem o vírus.

A nova realidade da epidemia também fez com que a Associação Civil Anima mudasse o rumo dos projetos na instituição. Em 2013, a ONG encerrou a creche que mantinha para crianças portadoras e expostas ao HIV. "A cidade de São Paulo quase erradicou a transmissão vertical, então, decidimos trabalhar com crianças a partir dos 7 anos. Elas participam de oficinas que a ONG oferece. Dos 13 anos em diante, trabalhamos o tema HIV a partir do grafite, teatro, fotografia. Também fazemos visitas domiciliares aos que precisam e abrimos as portas da Anima para que os moradores de casas de apoio venham para a instituição e participem de oficinas."

Acolhimento

Do GiV, o jovem Rodrigo Paiva, aproveitou o encontro para chamar a atenção para a falta de preparo dos profissionais que trabalham no acolhimento dos serviços públicos de saúde. "Já ouvi muitos relatos de pessoas que saíram apavoradas dos serviços pela forma como foram tratadas. Elas se sentiram julgadas. Vale lembrar que os serviços de aconselhamento em DST/aids não podem agir como se fossem uma mãe dando bronca porque o filho não usou a camisinha."

A coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Maria Clara Gianna, convidou os participantes a refletirem sobre os jovens. "Temos que pensar em um serviço de assistência integral que dê conta das necessidades dos jovens, um serviço mais acolhedor. O nosso objetivo é que a gente possa estar cada vez mais juntos olhando e aprimorando as estratégias de prevenção."

Representantes das ONGs Poder Jovem e Koinonia também compartilharam suas experiências com os jovens.

O encontro foi mediado por Eduardo Barbosa, da assistência do CRT e Analice de Oliveira, assistente social da gerência de prevenção do CRT. Os dois disseram que o serviço vai divulgar para os usuários os trabalhos que as ONGs e redes vem desenvolvendo no estado. Além disso, ficou agendado para a próxima reunião, em 8 de maio, a divulgação de um panorama sobre a epidemia de HIV entre os jovens em São Paulo. Acolhimento para jovens e melhor atendimento também estarão na pauta do próximo encontro. Fonte

Talita Martins (talita@agenciaaids.com.br)

 



Autoestima e qualidade de vida

Muita gente aproveita o início do ano para mudar atitudes e hábitos e estabelecer novos projetos. Em meio às expectativas, começar a prática de atividades físicas é, sem dúvida, uma das resoluções mais frequentes!

Nesta quarta feira (15) foi realizada pelo professor de educação física Anderson Eduardo do Instituto Vida Nova avaliação física dos praticantes da Academia Malhação Vida Nova.

Dos 75 participantes 48 receberam devolutivas do desempenho da prática da atividade física.  Através dela reúnem-se referências básicas sobre o estilo de vida do praticante, suas medidas antropométricas (peso, estatura, perímetros corporais) e composição corporal (massa magra e gordura). Pode incluir ainda a necessidade de dialogo entre paciente e o médico para avaliação do quadro da *lipodistrofia.

Esse conjunto de informações permite aos praticantes uma prescrição segura e individualizada sobre seu estilo de vida e saúde.

O professor orienta também que é essencial, que no programa de exercícios se incorpore alimentação saudável e reforça que o cigarro não contribui para bons resultados.

Entre os praticantes houve muitos relatos de benefícios causados pela atividade física.  

Um dos erros mais comuns é tentar acelerar esse ritmo. Até mesmo quem está voltando aos treinos demanda um período de readaptação.

Além de tais cuidados, a alimentação e a hidratação relacionadas ao exercício, assim como a escolha de roupas e calçados próprios, igualmente merecem atenção!

A Academia Malhação Vida Nova tem parceria com o Programa Municipal de DST/Aids.

*https://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/33050/lipodistrofia-localizada

 


Universidade busca apoio no terceiro setor

Jorge Eduardo presidente do Instituto Vida Nova recebe 60 alunas do curso de obstetrícia da Universidade de São Paulo campos leste – USP-Leste coordenado pela Professora Doutora Cláudia Medeiros de Castro. A visita é uma maneira de conhecer de perto o funcionamento da ONG/Aids, possibilitando uma maior clareza sobre as questões que não são discutidas no cotidiano das alunas.

“A importância do trabalho da ONG fomenta o esclarecimento da diferença do HIV e Aids, pois temos que conhecer o viver e conviver com HIV/Aids para poder orientar nossas futuras pacientes”. ”Percebemos que a instituição é séria, e isso nos dão confiança para fazer futuros encaminhamentos, pois sabemos que as pessoas tornam-se fragilizadas com a notícia e procura viver em um mundo só deles, “isolados” e o Vida Nova busca oferecer este suporte e apoio necessário, para a inclusão social” “Conhecer um lugar assim possibilita uma empatia com o outro”. relato das alunas.

A cada ano recebemos as alunas do curso de obstetrícia, percebemos a preocupação das docentes em formar profissionais conscientes 


 


Lobos Guará Moto Clube comemora parceria de sucesso com o Instituto Vida Nova

O Senhor Pedro Carlos Sinóbio, presidente do Lobos Guará Moto Clube e membro da Polícia Militar do Estado de São Paulo esteve recentemente na ONG Vida Nova, foi recebido pelo presidente Jorge Eduardo e falou da importância da parceria que mantém com a instituição, afinal o Lobos Guará Moto Clube tem uma proposta de trabalho 50% voltada para o social e os outros 50% para o moto turismo. 
Como fazem um trabalho focado para o social ressaltaram a importância da parceria de sucesso com o Vida Nova, afinal o Lobos Guará Moto Clube tem um público flutuante de 1000 pessoas aos finais de semana e já fazem a distribuição gratuita de preservativo fornecido pelo projeto Agora Você está Dentro do Instituto Vida Nova. “Temos essa preocupação da preservação e de frear a disseminação do vírus” afirma Pedro Carlos. “Uma das nossas grandes dificuldades para a realização desse trabalho social ainda é o financeiro, percebemos que as pessoas ainda tem uma ressalva em ajudar entidades que fazem trabalho social e encontramos uma grande barreira para captar parcerias para o bom andamento desse trabalho” complementa.
O Vida Nova agradece a visita e a parceria do Lobos Guará Moto Clube na pessoa  do seu Presidente Pedro Carlos Sinóbio.